Home Data de criação : 08/06/11 Última atualização : 09/05/15 21:54 / 9 Artigos publicados

Humilhados pelo Amor  (Reflexões) escrito em sexta 15 maio 2009 21:54

 

Não me contenta a vaga lembrança de um brilho, eu quero apreciá-lo, percebi que além do brilho existe algo mais, conheci a pérola, então compreendi o valor do brilho e tudo fez sentido quando me deparei com o afável colecionador da pérola que me atrai e me constrange. Todos têm o direito de dizer que amor é tudo o que se faz com amor, mas isso só faz aumentar a angústia de não se saber o que de fato ele seja. Isso porque a idéia que muitos têm de amor é vazia, assim a apreciação de um amor vazio está nos levando para cada vez mais distante do que seja de fato o amor. Talvez porque reinventamos o amor, o configuramos do nosso jeito, a lembrança que era simplesmente um impulso que nos levava a buscá-lo, fizemos desse impulso ferramentas para reinventá-lo. Sendo assim estamos ainda apreciando uma vaga lembrança de um amor vazio, e não o brilho dele, porque um amor que se pode reinventar não passa de amor esvaziado de sentido e ofuscado pelo egoísmo do eu.

O que quis dizer foi que não sabemos o que é amor, mas mesmo assim queremos amar mesmo sem saber o que ele seja. Quando não sabemos o que é o amor, nos contentamos com o que muitos dizem sobre ele e amamos como todos amam. Por isso é lindo dizer que “amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente...”, e quero amar mesmo quando o poeta não me diz nada de novo, só reafirma de que não sabemos o que é o amor.

Todos nós temos o impulso para amar, mas é muito mais que isso, amor é um contínuo aprendizado e não aprendemos a amar amando, aprendemos a amar de verdade quando nós somos amados e assim amamos. Isso se não quisermos cair no idiotismo de reinventarmos o amor temos que primeiro ser amados, logo alguém tem que amar primeiro, ou nos exemplificar subjetivamente o que é amor. E, assim foi: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho” (1Jo 4.10). O amor não precisa ser recriado, o amor é criativo, a criatividade do amor se notifica na dimensão “Deus, eu e você” que perfaz o nós. 

A melhor maneira, talvez a única, de viver e ensinar o amor é servindo e perdoando, no serviço você faz algo por alguém, e no perdão você reafirma o que fez. Amor é mais que palavras, é sacrificar-se, é entregar-se, é mais que sentimento é uma escolha, nós escolhemos amar, porque quem não tem a oportunidade de escolher não saiu das garras da paixão. Portanto o amor jamais foi cego, ele vê os defeitos, mas vendo-os prefere valorizar as qualidades, ama apesar de, por isso perdoa. Amor sem o ato da entrega não é amor, e amor sem perdão nega a entrega. Jesus foi o exemplo máximo de amor, ele foi o exemplo máximo de entrega pela humanidade. “Sabemos o que é amor por causa disto: Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos” (1João 3.16). “Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1Jo 4.11). Assim aprendemos com Cristo a amar, ou melhor, amamos através de Cristo.

Mas se ilude quem pensa que o amor não é ambicioso, a ambição do amor está em ver a pessoa amada crescer por meio do sacrifício feito pelo “eu”, por isso o “eu te amo” é pouco, é hipocrisia, é chula se não for expressão do “eu me dou para que você seja...”. “Deus amou tanto o mundo que deu seu único Filho, para que todo que nele confia possa ter a vida eterna, em vez de ser completamente destruído” (João 3.16 – Tradução NT Judaico). Deus nos ama por isso se sacrificou para que nós sejamos aquilo que fomos criados para ser, ele se entregou para que nele pudéssemos desenvolver todas as nossas potencialidades como seres humanos, viver plenamente.

Perceber-se amado por Deus é ser humilhado por Ele, portanto, o amor humilha porque “Deus é amor”. No entanto, Deus não nos humilha nos humilhando, nos humilha nos amando, se entregando por nós, perdoando nossas idiotices e, ainda assim, permanecendo conosco. Quanto mais acredito que não mereço, aí é que Ele faz por mim, se preocupando com os mínimos detalhes de minha vida, e Ele continua fazendo muito mais que isso. Assim, sou envergonhado, sou constrangido, me sinto impuro diante de tamanha bondade, sou levado a perceber minha própria miséria, por isso me revolto, só que a revolta dessa humilhação jamais será o ódio, será um profundo amor, porque de uma maneira tão fascinante e constrangedora fui humilhado por Ele, e não há como não amá-lo. Ser humilhado pelo amor é ser constrangido por Deus em Cristo (2Coríntios 5.14), portanto se não conseguirmos amá-lo tanto assim, vivamos o constrangimento desse amor amando uns aos outros, como Cristo nos amou (João 13.34). Assim, conhecemos a pérola e o seu colecionador que me atrai e me constrange.

Lucas Nascimento

 

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Entre a liberdade e o amor  (Reflexões) escrito em domingo 10 maio 2009 17:20

Entre a liberdade e o amor

A parábola do filho pródigo nos coloca diante da tensão existente entre o amor e a liberdade, dois dos maiores anseios do coração humano. O filho mais novo queria a liberdade; o mais velho, ser amado. A tensão se explica pela aparente contradição na experiência da liberdade e do amor. O senso comum define a liberdade como a não sujeição do eu ou do ego a qualquer realidade limitadora ou impeditiva da realização de desejos e vontades. Livre é quem faz o que quer, quando quer, onde quer, com quer, porque quer, e assim por diante. O amor, por sua vez, é compreendido pela entrega do eu ou do ego ao objeto amado, o que implica renúncia, abnegação, e até mesmo sacrifício. Quem ama valoriza mais o relacionamento com o ser amado do que a realização de suas vontades e desejos. Isto é, amar é abrir mão da liberdade.

O mesmo Jesus que disse ser a fonte da liberdade: “se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres” (João 8.36), exige que seus seguidores morram para si mesmos: “se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo” (Mateus 16.24). Nesse sentido, a liberdade não é compatível com o amor, pois o amor não é compatível com o egoísmo-egocentrismo.

A pretensão humana de liberdade conforme descrita é ilusória, pois é fato que a liberdade humana não é absoluta: ninguém consegue fazer o que quer, onde quer, como quer... A realidade na qual vivemos impõe limites à liberdade humana, como por exemplo, a impossibilidade de voar ou de sobreviver sem dormir e respirar. São limitações que não implicam desejos e independem das vontades, e por esta razão, não constituem dilemas éticos.

Mas há outros limites que implicam posicionamentos éticos e decisões morais, como por exemplo o zelo do corpo e o cuidado das relações de confiança. Sempre que os limites de sua liberdade são desrespeitados, o ser humano entra em rota de colisão com sua natureza, a natureza da realidade em que vive e, portanto, de auto-destruição e destruição do que lhe tem valor. Por exemplo, aquele que desrespeita o limite imposto pela lei da gravidade e pretende andar sobre os ares pula para a auto-destruição, assim como aquele que não cuida de sua saúde. O mesmo ocorre com quem deseja se relacionar com base na mentira, na infidelidade e na exploração do outro em benefício próprio: destrói a si mesmo, ao outro, e também a relação de amor.

O dilema entre a liberdade e o amor, portanto, pode e deve ser superado, primeiro, pela consciência de que a liberdade humana é relativa, e, também e principalmente, pela renúncia voluntária (livre) da vida egocêntrica, em favor das relações de amor. Amar implica escolher livremente se dedicar ao amado. Isso é graça: entrega do si mesmo em favor do objeto amado: “a minha vida ninguém a tira de mim, mas eu a dou de minha espontânea vontade” (João 10.18). Dou espontaneamente porque sou livre, e mesmo assim a dou, porque amo. Assim viveu Jesus. Assim morreu Jesus. E porque livre e pleno de amor, a morte não o pôde reter – ressuscitou.

Texto do Pastor Ed René Kivitz - www.outraespiritualidade.com.br

Publicado por Lucas Nascimento

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Minha fraqueza, meu clamor...  (Jovem Cristão/Evangelico) escrito em segunda 13 abril 2009 05:06

Minha fraqueza, meu clamor...

Um dia você chega à conclusão que não dá mais para prosseguir; os seus ânimos estão encobertos por sete palmos de decepções; suas convicções foram levadas pelas enxurradas das incertezas; rios de lágrimas fazem lama em seu caminho, não dá mais para caminhar; o coração escarra fadiga, cansaço e fracasso; socorro é o som mudo que a sua alma exala aos homens, mudo porque não importa a intensidade do seu clamor, os seus pais, irmãos, colegas, amigos, vizinhos parecem que estão surdos aos seus problemas... Você descobre que eles não estão surdos, é que o que você precisa está no campo da impossibilidade humana, e elas são apenas isso: frágeis seres humanos; você descobre que a causa da erupção desse vulcão que devasta os planos de Deus para sua vida está em seu coração e o seu coração é profundo demais para as pessoas perscrutarem. Só então você descobre que estava confiando nas pessoas erradas, não que as pessoas não sejam sinceras, não é uma questão de sinceridade é uma questão de incapacidade, homens são incapazes de solucionar os problemas essências do ser humano.

Quanto mais você tentar resolver os problemas com sua própria força mais a gravidade vai atolar seus pés na lama da desesperança... “Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor!” (Jeremias 17.5)... Redirecione seu clamor, mude a rota das ondas sonoras de sua voz, não clame ao vento, clame ao Senhor, ou melhor, clame menos com a boca, deixe o seu coração gritar ao Senhor, lance seu coração nEle. Ouça o que Ele diz: “buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte” (Jeremias 29.13,14).  Mesmo na adversidade bom é ouvir o que a palavra de Deus nos aconselha: “bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor”. Meu querido, tenho só mais uma coisa para lhe dizer: não há noite tão escura que seja capaz de impedir o sol nascer. “Levanta-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti”.

Viva em Cristo para glória de Deus!

 

Lucas Nascimento

Conferencista e Escritor

Acesse: www.lucasnascimento.com.br

 

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Orar faz bem às “saúdes”. E daí?  (Religião) escrito em domingo 12 abril 2009 22:22

Orar faz bem às “saúdes”. E daí?

Será que é preciso os cientistas provarem que orar faz bem para a saúde e para a vida, para daí nós, que nos dizemos os Filhos de Deus, darmos mais valor a oração, e orarmos um pouco mais? Pois então, estudos na área de neurociência mostram que orar faz bem à saúde. O neurocientista da Universidade da Pensilvânia, o Dr. Andrew Newberg e seu grupo, analisaram o cérebro de pessoas que praticam cotidianamente esse exercício de transcendência, e notou beneficamente os resultados dessas práticas para o cérebro e para as pessoas.

Newberg, baseando-se em pesquisas, afirma que a crença religiosa nasceu no cérebro antes de outras crenças, e em seu livro, How God chages the brain “(Como Deus muda seu cérebro)”, lançado há poucos dias nos Estados Unidos, o neurocientista “descobriu que as práticas religiosas acionam, entre outras regiões do cérebro, os lobos frontais, responsáveis pela capacidade de concentração, e os parientais, que nos dão a consciência de nós mesmos e do mundo”. Desse modo, com a oração há uma maior atividade do lobo frontal do cérebro, “além de melhorar a memória, segundo vários estudos, também estaria ligada á diminuição da ansiedade”. Assim sendo, os estudos apontam que o simples fato de acreditar em um ser superior reduziria a ansiedade, e já é consenso entre os médicos da área de que a crença em Deus influencia na redução do estresse. Isto é, crença acompanhada de determinados hábitos religiosos, no nosso caso a oração.  O que essas pesquisas deixam claro é que nosso cérebro foi programado para o ato da transcendência, ou do diálogo com Deus. Ou, como explica o Ph.D. em Psicologia Experimental, antropólogo e Professor da universidade de Oxford, Justin Barret em seu livro Why would anyone believe in God? (“Por que alguém acreditaria em Deus?”), de que a crença em Deus é quase inevitável, por causa do “projeto” ou estrutura da nossa mente.

Andrew Newberg, em entrevista a revista Época, assegura que a oração ajuda “a melhorar a relação consigo mesmo e com os outros”. Ele especula que práticas como essas de transcendência “alteram, inclusive, a química cerebral, como os níveis de serotonina e dopamina, que regulam nosso humor, nossa memória e o funcionamento geral de nosso corpo”. Esses estudos assinalam de que essa fé em Deus, para ser benéfica, tem que ser acompanhada de praticas religiosas. Newberg em seu site ele diz: “intensa oração e meditação altera permanentemente as numerosas estruturas e funções do cérebro, modificando seus valores e a forma que você percebe a realidade”. O intrigante é que segundo o neurocientista brasileiro Jorge Moll, diretor do Centro de Neurociência da Rede Labs-D’Or do Rio de Janeiro, o desafio é “quantificar a influencia da fé e tentar compará-la com o efeito de outras práticas sem conotação religiosas”, isto é, com o objetivo de levá-las para dentro dos consultórios médicos. E, se vai mais além, o Marcelo Saad, do Hospital Albert Einstein, assevera que nos consultórios, os médicos podem travar um diálogo com o paciente incentivando-o a exercitar a fé, se for o caso retomar as suas atividades religiosas de sua preferência. Ou seja, praticar a fé em nome da saúde, como se pratica esporte, etc. e tal. No entanto, a observação é feita: “ironicamente, ser religioso em busca dos efeitos benéficos para a saúde não dá a ninguém a certeza de que isso vai surtir o efeito esperado”.

Pois bem, orar faz bem à saúde. E nós com isso? Não acredito que essas informações vão levar crentes a orarem. E, acho que não deva levar mesmo, não. Quem estar se dando muito bem com isso são as clínicas de “saúde alternativa”, ou os mestres de yôga. Ah! Vai aumentar, (e, como!?), os consumidores da “espiritualidade sem Deus”.

Digo isso, porque a essência e a motivação para orarmos não são, e não devem ser, bem essas. Talvez, a essência e a motivação estejam na cooperação e não no beneficio próprio, na entrega e não na recompensa imediata, no Abba Pai e não no eu, no “Pai nosso” e não no pão nosso. E, se oração faz bem à saúde, quem ora já deve saber disso, não é à toa que um dos grandes evangelistas do século XIX dizia que tinha tantos problemas para resolver durante o dia que, antes de sair para a lida, não podia passar menos de duas horas em oração. E, Jesus, sendo Jesus o Cristo, orava muito. A bíblia nos aconselha orar em todo tempo, se a Santa Palavra nos ensina isso, com certeza é excelente para todos nós.

Acalme-se. Em nenhum momento disse que essa pesquisa não é interessante, pelo contrário, ela é pertinente. Tenho pressentimento de que minha intriga não é, exatamente, com a pesquisa ou com os neurocientistas. Ou, se o cientificismo quer impor um “discurso competente” no domínio da religião. Minha intriga é conosco mesmo, nós, os “adoradores”, os que “patenteamos Deus”, os que chamamos Deus de “propriedade exclusiva” nossa (que nos esquecemos que é o contrário). “E, daí?” Daí porque quem não ora está com uma doença muito mais grave que a doença do corpo, está enfermo no espírito, enfermidade no espírito atinge a nossa vida como um todo. O que quero dizer é o seguinte: quem não ora não compreendeu ainda a razão de estar vivo, a dádiva de ser humano, e se compreendeu já se esqueceu, ou é um sem juízo mesmo.

E o que é oração? Orar é cooperar com o Pai santíssimo para que seu Reino seja visto e a cada dia seja implantado em nós e através de nós. Por isso o modelo é: Pai nosso, que estás no céu, que todos reconheçam que teu nome é santo. Venha o teu Reino (Mt 6.9,10). Orar é entender que a Vontade do Pai é boa, agradável e perfeita, a ponto de nos lançarmos de joelhos aos seus pés, em silêncio no quarto, na madrugada, no meio dia, na manhã, a qualquer hora e momento, e ouvir o que Ele tem a dizer, porque queremos que sua Vontade seja feita aqui na terra, como já é feita no céu (Mt. 6.10). Orar é às vezes não dizer nada, é sussurrar: Abba!!! E o Pai, que vê o que você faz em silêncio, lhe dará a recompensa (Mt. 6.6). Orar é estar de acordo com as palavras do Verbo, para o que pedirmos seja de acordo com seu propósito para nossa vida, e ele nos conceda. Não me venha com a conversa de que orar é fácil, porque orar é batalhar em todo tempo suplicando, pedindo ajuda por nós, e mais ajuda por nossos irmãos, ainda assim esperar o dia mau e vencer (Ef. 6.10-19). Orar é uma conversa franca com um Amigo Ajudador que nos compreende, que se identifica conosco, que chora ao nosso lado, ouvindo nossos lamentos, nossa dor, e, ainda assim, nos consola e nos conforta com a sua Paz. Orar, de fato, é estar em constante comunhão com Deus, buscando a realidade do céu, sabendo que em tudo Ele deseja nos ajudar e que a força é dEle, porque o que queremos mesmo é cooperar para que a nossa vida e a Terra sejam  inundadas de sua glória, como as águas cobrem o mar.

Por isso que acredito que quem não ora não coopera com Deus e seu Reino, e Jesus disse que quem não ajunta, espalha, quem espalha é contra o próprio Jesus. Portanto, o fato de não orarmos é um sintoma de um problema profundo em nossa vida espiritual: a má vontade em fazer a vontade de Deus, ou desconhecimento dela. De uma forma ou de outra, isso é desobediência. E a desobediência é como sete portas para que os “inimigos” da vida entrem contra nós, destruindo tudo. Inclusive trazendo ansiedade, medo, depressão e muito estresse.

Na verdade, quem não ora ao Pai, é ao Pai, já perdeu o sentido da vida, ou nunca teve a graça de encontrar, por isso, fica orando para qualquer um deusinho e para qualquer coisa, para vê se alivia da ansiedade da vida cheia de vazios, e vazia de sentido. Os que se acham mais espertalhões, oram porque a ciência “diz” ser bom para a saúde, que devem exercer a fé, nem que seja “a fé pela fé”. Ah! Fazem, também, porque deu na Época: “A fé que faz bem à saúde”, que legal! Paulo concorda com isso, não é? Ele disse: tudo que é destituído de fé é pecado (Rm 14.23), então basta ter fé em alguma coisa e não é pecado, ainda mais quanto é orar só para ter saúde. Espera aí, tem que ter fé, mas não é essa fé em qualquer coisa, não. Ora, bolas! Traduza como sendo confiança por meio de um relacionamento pessoal com Deus ou fidelidade ao Senhor, caia na real e ponto final.

Lucas Nascimento

Escritor e Conferencista

www.lucasnascimento.com.br

Dr. Andrew Newberg é um Professor Associado do Departamento de Radiologia e Psiquiatria e Professor Adjunto e Auxiliar do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Pensilvânia. Ele faz parte do Conselho em Medicina Interna, Medicina Nuclear, e Nuclear Cardiology. Ele é o diretor e co-fundador do Centro de Espiritualidade e as Neurociências, também da Universidade da Pensilvânia.

 

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Colecionadores de Momentos  (Jovem Cristão/Evangelico) escrito em quarta 16 julho 2008 02:25

Colecionadores de Momentos

                                               Lucas Nascimento

 

Após uma crise intra-uterina, cuja intensidade nos deixa de cabeça para baixo, mergulhamos de ponta-agulha no mundo, antes mesmo de nos avisarem o que nos espera por aqui. Na verdade dezenas de pessoas há meses estiveram nos aguardando. Por muitos dias somos a celebridade, o centro das conversas, o motivo das visitas, a principal atração. Passamos a fazer parte da História e a interferir na história de alguns privilegiados. Sem compreendermos iniciamos nossa vida imitando palavras simples, gestos aparentemente bobos. Tudo o que vemos é encantador, um intenso vislumbrar.

 

O nosso passado começa a ser construído. As estações passam como a noite passa pelo dia. Deveras tudo passa. O fascínio pelas coisas simples dia-a-dia se esvai nas esquinas da decepção, no beco da maldade. Não mais olhamos para o simples com encantamento, daí então, colocamo-nos a programar e a esperar momentos na vida para nos encantarmos e sermos felizes. As suposições de quando serão esses momentos surgem como larvas: Quem sabe seja quando eu tirar férias; conseguir a graduação, o excelente emprego; ganhar aquele belo salário, ou melhor, quando me casar.

 

Montamos o projeto para a consumação futura da tão sonhada felicidade. Na verdade, nos concentramos mais no momento futuro do que na nossa trajetória. Por conta disto incorremos em erros por tão somente olharmos para o “sucesso porvir”: fechamos os olhos para o caminho e abrimos a imaginação para um amanhã queainda está dentro de nós. É esse não olhar por onde se pisa na estrada da vida que muitas pessoas se perdem, pois esperam para serem bons empregados, administradores, estudantes, professores, médicos etc. no futuro tão almejado: quando a realização do sonho bater ás portas.

 

Muitas pessoas por esperarem tanto para realizar-se no que a de vir, nunca conseguem o que querem, uma vez que fazem com desleixe o que lhe é dado para fazer agora, não sabendo que tal atividade poderia ser a ponte para a realização vindoura. Constata-se isso na nossa sociedade, na qual as pessoas cumprem as obrigações “com má vontade”, por conta de ainda não terem conseguido ou não estarem fazendo o que realmente sonharam. 

 

O que devemos aprender a praticar é eternizar momentos. Eternizar, aqui, é fazer com que os momentos sirvam como tijolos para o que se quer conquistar no amanhã, sejam como uma pedra para o alicerce da existência. Não viver o momento pelo momento, já que cada ocasião é única e singular e deve ser valorizada. Necessitamos saber que a vida é uma coleção desses momentos e ainda que uma parte desses esteja estragada, devemos, portanto, modelá-los e costurá-los como uma colcha de retalhos, aplana-los e assenta-los como blocos de uma bela construção, com dedicação e respeito ao próximo. Vale Lembrar que todo instante é um momento que não volta, porém que pode impulsiona-nos para o futuro desejado.

 

Autor: Lucas Nascimento 

 

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